Como tudo começou

História do Nippon

História do Nippon

Baseados nos desenhos inspirados de Oscar Niemayer o Lúcío Costa, os brasileiros viam a sua nova capital ser erguida no meio do nada, com linhas futuristicas e arrojadas.

 

Nesse ano, em 21 de abril, Brasilia, a Capital da Esperanca, seria oficialmente fundada.

 

Nessa época, com a melhora da situação econômica dos imigrantes no campo, muitos jovens nikkeis vinham a São Paulo para estudar. O bairro da Liberdade, tradicional reduto dos nikkeis, passou a abrigar esses estudantes em suas pensões e casas, e o ponto de referência de todos era o majestoso cine Niteroi, fundada alguns anos antes, na rua Galvão Bueno. Orgulho dos japoneses e descendentes, essa sala de cinema de dois andares era o palco de apresentação dos artistas japoneses, e fazia parte de um prédio que contava com um hotel, salão de eventos e um restaurante de culinária japonesa e brasileira. Foi num desses res taurantes que teve inicio a idéia de fundar O Nippon Country Club. 0s empresários Katsuzo Yamamoto e Soichiro Motoie possuíam um terreno de 10 alqueires em Arujá, então uma cidade agrícola, alcançada por uma precáría Via Dutra, mas poderiam fazer um grande loteamento ali, já que a São Paulo continuava crescendo e muitas indústrias estavam se instalando na vizinha Guarulhos.

 

A proximidade daquelas terras com São Paulo seria, na verdade, propicia para um clube de campo. Sob a líderança de Yamamoto e Motoie, as conversas progrediam rapidamente. Pelo menos uma vez por semana, a reunião era obrigatória. No dia 6 de abril de 1960, teve inicio a subscrição dos sócios fundadores. O documento foi assinado por Katsuzo Yamamoto, Soichiro Motoie, Michio Hatakeyama e Keijiro Jojima.

 

Os primeiros 50 associados foram reunidos rapidamente dentro do circulo de amizades do grupo. Os primeiros sócios reuniram-se no dia 4 de julho de 1960, na Praça da Liberdade, 90, sexto andar, a partir das 16 horas, na assembléia para a constituição do clube.

 

No mesmo dia, foi formada a primeira diretoria executiva. Trinta conselheiros efetivos foram empossados (em ordem alfabética):

 

Abrão Antonio Chaim, Cho Kihara, Dioscórides M. dos Santos Freire, Fábio Yassuda, Fujio Tachibana, Fumio Hamamura, Fuyou Koyama, Hiroshi Saito, lkuzo Hirokawa, lssao Nishi, J. Silva Porto, Katsuzo Yamamoto, Keijiro Jojima, Keitaro Yaguinuma, Luiz Boccalato, Michio Hatakeyama, Morio Sakamoto, Nobuo Murakami, Paulino Nishida, Rinzi Nagashima, Sadao Kayano, Sangoro Nobumitsu, Seian Hanashiro, Shigeaki Ueki, Tadashi Takenaka, Takeshi Yoshio, Yoshio Fujita, Toshio Tsukuno, Yoshikazu Tanaka e Yutaka Sanematsu. Para a suplência ficaram Kazuo Watanabe (homônimo do futuro desembargador), Shoji Ueno, Tsutomu Ogassawara, Rishim Matsuda, Teiiti Suzuki, Takeshi Suzuki, Fujio Yamagata, Sadami Mine, Tomizo Harada e Shizuo Hosoe. Metade deles era formada por amigos de Yamamoto, eleito o primeiro presidente, enquanto a outra metade era formada por jovens amigos de Shigeaki Ueki, que redigiu o estatuto, e de Sadao Kayano, que seria o segundo presidente. 

 

A idéia da criação de um centro esportivo e social começava a se consolidar.

 

A sugestão do deputado lochifumi Utiyama era que o clube deveria ter o nome de Bandeirantes Country Club, mas prevaleceu "Nippon Country Club", nome sugerido pelo empresário Luíz Boccalato. Independente do nome, Katsuzo Yamamoto deixou bem claro desde o principio: não queria um clube fechado para a comunidade japonesa, e sim, um espaço aberto, sem preconceito ou restrição. Deveria ser um clube para as famílias.

 

A diretoria lançou a pedra fundamental no dia 18 de dezembro de 1960, um dia chuvoso, que não tirou o ânimo de associados e convidados. Diante do público, Yamamoto fez um discurso emocionado. Não poupou lágrimas. Seu sonho, construido com o amigo Motoie, começava a se tornar realidade. Apesar disso, quando o Nippon tentava dar seus primeiros passos, a Rodovia Presidente Dutra tinha apenas uma pista simples. O clube era um local coberto por mata virgem e cheio de arbustos.

 

Foi feito um concurso para escolher um projeto para o clube, onde saiu vencedor o trabalho dos arquitetos Francisco Petraco, Nagahisa Mizuki e Bellarmino Del Nero, que previa uma sede social com 1,6 mil metros quadrados e demais benfeitorias integradas ao espirito de lazer, esporte e convivencia harmoniosa do homem com a natureza.

 

Entretanto, para as benfeitorias sairem do papel era necessario captar mais associados. A meta era chegar a 500 sócios em menos de um ano, mas a tarefa não foi simples. A somatória do dinheiro das parcelas dos primeiros titulos demorava a formar uma quantia razoável para os investimentos iniciais. Os sócios, alguns deles impacientes, começava a cobrar. Para acalmar os ânimos eram necessárias medidas urgentes.

 

Yamamoto, sem titubear, ordenou a construção do ginásio coberto como item prioritário. Não seria o ginásio que estava no projeto vencedor, mas um que pudesse ser levantado com recursos próprios. O empresário acreditava que o clube deveria gerar recursos com a venda de títulos e não recorrer a empréstimos bancários.

 

Com a ajuda de funcionarios da Indústria de Lâmpadas Sadokin, de Yamamoto, a primeira construção foi erguida. Assim, com o ginásio inaugurado em 1962, foi possivel realizar festas e proporcionar a prática de voleibol e de tênis de mesa, animando os associados.

 

O grande atrativo, entretanto, seria a piscina de 25 metros, inaugurada em 1964. Em 1965, o Nippon contava com apenas 250 associados, mas foi uma base inicial importante para as primeiras benfeitorias tomarem forma e para que as campanhas de venda de titulos, intensificadas nos anos seguintes, pudessem trazer resultados expressivos. 


Começava aqui um novo capitulo na  vida de um dos maiores clubes do Brasil. 

Escolha do nome

Antes de ser batizado de Nippon Country Club, a proposta inicial foi Bonsucesso Country Club, nome do bairro onde se localiza até hoje, no município de Arujá.


O nome consta de um documento chamado "Subscrição de Sócios Fundadores de Bonsucesso Country Club", datado de 6 de abril de 1960. Ali se dizia que a Assembléia Geral de Constituição de "Bonsucesso Country Club", seria convocada após a subscrição de 50 sócios fundadores. Assinavam o documento, os fundadores Katsuzo Yamamoto, Soichiro Motoie, Michio Hatakeyama e Keijiro Jojima.

Os 50 primeiros interessados surgiram rapidamente, e no dia 4 de julho de 1960 foi feita a Assembléia Geral de Constituição, só que do Nippon Country Club. Nesta memorável reunião, nem todos concordavam com o nome Bonsucesso, proposto pela comissão organizadora. Assim foi realizada uma votação secreta para escolher uma das duas opções apresentadas: Bandeirantes Country Club, sugerida pelo então deputado Ioshifumi Uchiyama, e Nippon Country Club, pelo comerciante Luiz Boccalato.

Consta que o comerciante, um dos poucos brasileiros sem ascendência japonesa entre os presentes, insistiu no nome Nippon, por ser o país de origem de muitos dos fundadores e, também por ser um nome que o distingue de outros clubes.


A maioira apoiou a indicação de Boccalato, e o clube, que nesta época existia apenas na idéia, passou a se chamar Nippon Country Club.

No mesmo dia foram escolhidos e empossados 30 conselheiros e 10 suplentes, e a Assembléia foi presidida por Katsuzo Yamamoto e secretariada por Shigeaki Ueki, que depois se tornou Ministro das Minas e Energia.

Crescimento
Graças ao empenho do fundador e presidente Katsuzo Yamamoto (que ocupou a presidência até 1993), e de seus colaboradores, o Clube cresceu de maneira sólida. Em 1962, o Nippon  inaugurou o ginásio poliesportivo coberto, onde se realizaram os primeiros bailes e festas. A piscina semi-olímpica foi inaugurada em 1964. Em 1970 foram inauguradas as duas primeiras quadras de tênis de campo e o edifício-sede com restaurante.

Com essas instalações e a realização de grandes eventos como o Undokai e a Festa do Dizô Matsuri, o clube foi crescendo cada vez mais.

Plano Diretor
O Nippon, como a maioria dos clubes, foi sendo construído a partir das primeiras necessidades dos associados, sem levar em conta o clube como um todo, como conjunto. Pouco foi obedecido do projeto original.

Em 1994, com a freqüência cada vez maior de associados e abrigando uma ampla variedade de atividades, a diretoria elaborou o Plano Diretor de Modernização do Nippon Country Club. Trata-se de um conjunto de metas para racionalizar as construções futuras, sem diminuir as áreas verdes, que representam o invejável patrimônio natural do Clube.

Katsuzo Yamamoto - Fundador do Nippon Country Club 

Katsuzo Yamamoto nasceu no Japão, num bairro comercial da cidade de Himeji, próximo da cidade portuária de Kobe, na província de Hyogo.

 

Sua família se dedicava ao comércio atacadista de tecidos, mas devido a crise, teve que fechar a loja. Assim, Katsuzo estudou em Osaka e na ilha de Shikoku, onde morava acompanhando o pai que passou a trabalhar como funcionárío de uma empresa.

 

Depois de se formar na Escola de Comércio de Takamatsu, em 1927, o jovem conseguiu emprego na famosa Casa Suzuki de Kobe, que, dois meses depois, pediu falência. Esse acontecimento provocou a grande corrida aos bancos em todo o território japanês e como consequência, uma série de falências. 


Dois anos antes, seu pai sofrera paralisia e estava em tratamento de saúde, mas para sustentar a família, abrira uma loja de arroz em Osaka. Desanimado com as perspectivas de seu pais e na busca de uma oportunidade, após o falecimento do seu pai, Katsuzo resolveu emigrar para o Brasil em 1932. 


Cheio de entusiasmo e esperança, foi inicialmente para o núcleo colonial Quilombo, em Iguapé, onde não teve êxito como cultivador de arroz, porém, conseguiu destinar sua força jovem no trabalho de serrar madeiras e derrubar árvores, dedicando também ao oficio de abrir estradas nos periodos de folga da agricultura. 


Na época, a região estava animada com a cultura do chá preto, introduzido e industrializado com êxito por Torazo Okamoto. Como resultado desse sucesso, todos os agricultores de Registro, Sete Barras e Quilombo passaram a plantar o chá.

 

Como era de se esperar, essa produção não tinha mercado. Em Quilombo se instalou umo fábrica de chá que, sem conseguir vender o produto, colocou em situação difícil 150 famílias produtoras. 


Depois de várias reuniõe, foi decidido que Katsuzo Yamamoto, considerado péssimo agricultor, mas com experiência comercial no Japão, fosse vender o chá estocado. Ele correu as praças de São Paulo e Rio de Janeiro, e conseguiu vender a produção daquele ano. No ano seguinte, pediram que ele se fixasse em São Paulo, para trabalhar exclusivamente na comercialização do chá. 


E assim se iniciou uma das carreiras mais bem sucedidas de comerciante no Brasil. 0 chá passou a ser exportado para a Europa, Estados Unidos e América do Sul, e quando começou a guerra na Europa em 1939, a demanda aumentou.

 

A alegria durou pouco. Com a entrada do Japão e do Brasil no conflito, as empresas pertencentes a “suditos de pais inimigo” tiveram que ser liquidados. Assim, tanto a indústria como a sua representação comercial foram extintas. 

 

Yamamoto procurou outra alternativa para sobrevívência e começou a vender cebolas, e depois, começou a comprar batatas, sementes. Com isso, acabou se tornando um atacadista de batata, atividade que lhe rendeu um capital, acumulado em dez anos, que resolveu investir numa importadora de artigos japoneses. Depois, passou a administração do comércio atacadista para seus colaboradores e iniciou uma indústria de lâmpadas especiais. A Indústria de Lâmpadas Sadokin S/ A foi inaugurada em 1958, mediante associação com a indústria Sadoshima Kinzoku, do Japão. A Sadokin teve muito a ver com a história do Nippon Country Club nos seus primeiros anos. 

 

Ao idealizar o Nippon Country Club, Yamamoto sabia das dificuldades que enfrentaria num empreendimento desse porte, porém sendo um empresário bem sucedido  contava com o apoio de outros empresarios e da comumidade em geral. Conseguiu fazer com que as (lideranças da época se tornassem seus primeiros associados. Com fsso, outras pessoas passaram a acreditar no projeto que ainda estava no papel. 

 

Yamamoto foi ousado, recompensou com uma boa comissão os jovens e ambiciosos vendedores de titulos, e até criou prêmios como um carro zero km para incentivar as vendas. 

 

Os primeiros eventos poderiam resultar em prejuízo, mas o empresário não se importava, sabia que a venda de títulos nas semanas seguintes recompensaria esse gasto. Amável com os companheiros e duro com os que descumpriam o combinado, Yamamoto era um empresário em tempo integral. 

 

Pelas fotos colecionadas em seus albuns de familia, percebe-se que um dia o jovem Yamamoto praticou beisebol, e teria se emocionado se pudesse acompanhar as vitórias da equipe do Nippon nessa modalidade. Infelizmente, o time de beisebol no Nippon começou depois de seu falecimento. Yamamoto jogou tênis de campo também e golfe com toda certeza. Mas foi no voleibol, acompanhando as competições e tendo o cuidado de cumprimentar um a um todos os seus atletas é que Yamamoto demonstrou amor ao esporte.

 

Ele convidou equipes e técnicos japoneses da modalidade para visitarem o seu clube, e também levou a equipe da Yashika, então campeã mundial, para a fábrica da Sadokin em Recife. Na sua gestão, nasceram e cresceram as modalidades de tênis de campo, tênis de mesa, voleibol, futebol de campo, futebol de salão, natação, gateball e bocha no Nippon. 0 salão de jogos passou a existir porque o fundador gostava de jogar baralho, e ele mesmo participava das competições e comparecia pessoalmente para fazer a entrega de prêmios. 

 

Katsuzo Yamamoto, que faleceu em 1993, será sempre lembrado Como o idealizador do Nippon Country Club e ser presidente por 23 anos. Porém, seu empenho em atividades sociais foi muito além. Ele foi presidente do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros e diretor ativo de inúmeras entidades, como Aliança Cultural Brasil-Japão, Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil. 

 

Ele foi casado com a dona Chiyo Yamamoto, homenageado com uma escola em seu nome, no municipio de Guarulhos, bem defronte a entrada do Nippon, que sua grande colaboradora na fase mais dificil de sua vida. Ela faleceu muito cedo. Depois, já com bastante idade, Yamamoto casou-se com a viúva dona Júlia Yamamoto. Yamamoto não teve filhos. 

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